terça-feira, 29 de maio de 2012

BATALHAS

Vou voltar a erguer-me,
devagarinho, com cuidado,
como quem se levanta
depois de ter caído...
Perceber onde nos dói,
o que está partido ou magoado.
Continuo a lutar,
mas as batalhas cansam muito,
e tenho que caminhar devagar,
para não perder o fôlego.
Quero que desta vez,
não volte, de todo, a cair...

Um dia vou olhar para trás,
sentada numa velha cadeira de baloiço,
que irá estar no alpendre de minha casa.
Pousarei um livro no regaço,
e partirei em paz,
sabendo que, apesar das muitas batalhas,
não me perdi na guerra.

Irei ter com Quem me fez,
e poderei descansar.
Até lá, lutar, lutar, lutar...

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